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É com essa profunda indagação que começo esse post, que não será polêmico, mas que te fará parar para pensar (pelo menos espero).
Obviamente que falarei de Mídias Sociais, é por isso que você está aqui, logo imagino que queira pensar sobre esse assunto. Não irei publicar nada sobre novidades e lançamento, isso você pode acompanhar semanalmente na árvore de nosso Podcast.
Minha questão é simples, porém há controvérsias. Somos mesmos independentes, agora que podemos criar e escolher o conteúdo que consumimos? Nas redes sociais, deixamos de ser passivos e começamos a ser ativos, isso nos coloca no poder da situação?

a força

 

Ontem, no programa Bem, Amigos do SPORTV, Alberto Helena soltou uma frase que me deixou encucado. O assunto era o atacante Fernandinho, ex-São Paulo e atualmente no atlético-MG. Contratado para substituir Bernard, ao que me parece Fernandinho vem bem, diferente de sua passagem pelo tricolor paulista. Questionaram o Helena sobre isso e Cléber Machado disse que na época o Fernandinho era muito hostilizado pela torcida e pela mídia paulista. Eis que veio a célebre frase: “Antigamente a mídia pautava o povo, hoje o povo pauta a mídia”.

Você concorda com essa frase?

Fato é que muitas teorias da conspiração surgiram e outras muitas verdades e dogmas caíram por terra com o livre acesso a informação que as redes sociais geraram. Eu cresci em um tempo sem redes sociais, passei pelo processo todo. Na minha época, as verdades de mãe eram incontestáveis (não que hoje não sejam, mas pelo menos nós desconfiamos). Cresci ouvindo que se eu comesse massa crua, ela cresceria na minha barriga, que se eu roesse unha, nasceriam dedos na minha barriga, que aquelas miniaturas da coca-cola, que vinham em engradadinhos, continham rato veneno e que não poderia ser bebido, que remédio que não era amargo não fazia efeito e que se eu voltasse a colher no pote de doce de leite ele ficaria azedo. Sério mesmo?
A falta de informação (ou do acesso a ela) permitia essa alienação comandada pelo clã de mães que queria botar a ordem. Se sua mãe tinha poder para fazer isso, imagina na copa a mídia.

Hoje, com canais alternativos e outras fontes de informação, conseguimos construir melhor nossa opinião, não precisamos ir totalmente a favor da mídia e nem totalmente contra.

Mas agora, dizer que estamos pautando a mídia, eu acho um pouco de exagero. Obviamente que em determinados momentos pautamos, mas percebe-se, ainda, uma vontade da mídia de guiar nossa linha de raciocínio. Mudanças importantes aconteceram, a mídia se molda ao meio e não mais o contrário. Vide a programação matinal da Globo. Se a população está mais velha, manda um Ana Maria Braga, depois um Bem estar seguido do Encontros com Fátima Bernardes. Tá certo que por um tempo perderam pros desenhos do SBT, mas estão mudando.

Nós, no olho do furacão, assistimos essas mudanças. Resta saber se fazemos parte, ou não. Por isso termino da mesma forma como comecei: Nós temos a força?

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Lendo o título do post, obviamente que você lembrará daquele ex-camelô que hoje ostenta o cargo de maior comunicador do Brasil. Silvião é um ótimo exemplo de que é possível ganhar dinheiro do nada.

Tive um professor de cursinho que sempre me disse que ganhar “dinheiro é fácil, basta ter uma boa ideia” e paralelamente a isso meu pai dizia que “Em São Paulo, se você enlatar bosta, você vende”. Unindo essas duas indagações, percebe-se que para ganhar dinheiro é preciso de uma boa ideia e gente para comprá-la. E onde é o lugar que mais se tem ideia e gente? Exato, na internet.

Confesso que nós macacos aqui, apesar da boa ideia e de gente para comprá-la, estamos com muita dificuldade em monetizar nosso produto, e vocês podem reparar que sempre que temos um convidado, uma hora ele é questionado sobre a maneira de captação de recursos. A afirmação do meu professor é verdadeira, porém existem algumas pedras no caminho.

Grandes ideias aparecem na internet como forma de arrecadar dinheiro, o crowdfunding é a mais famosa. Vários anônimos e famosos já recorreram a ele, que nada mais é do que pedir ajuda a desconhecidos para levar adiante o seu projeto. Porém, o que me motivou a escrever esse post, foram as ideias realmente simples que dão muito dinheiro.

A primeira que me martela na cabeça é a do famigerado leilão on-line, onde você pode comprar um Playstation por R$89,57. Como propaganda é lindo, porém ninguém te conta que cada lance de R$0,01 centavo que você dá você paga quase R$1,00, ou seja, seu playstation de R$89,57 deu de lucro bruto (cerca de) R$8.957,00 para o site. Existem vários leilões desse, acho que o Mukirana é o mais famoso. Até o Ipiranga tem um leilão desses, onde você pode “gastar” seus Km de Vantagens.

Temos o clássico “One Million Pixel” (imagem que ilustra esse post) onde um estudante vendia 1 pixel por 1 dólar. Sim, ele conseguiu vender todos os pixels e saiu com a bolada. Não tão genial, mas muito eficiente é o site que arrecada doação. Isso mesmo, é só isso! Existe um site que arrecada doação, que não fala pra onde nem pra quem vai, é o pleasedonate. Simples né? Mas esse não conseguimos métricas para palpitar.

Mas o que realmente me motivou a escrever esse post foi o novíssimo Xinge Seu Amigo. Gente, esse eu achei genial. Os caras cobram R$3,00 pra ligarem para um amigo seu e mandarem ele para aquele lugar. O pior (ou melhor) é que até agora (hora que escrevo este post) ele já xingaram 4889 amigos. 4889 x 3 = R$14.667,00!!! E você aí estudando Marshal Mcluhan.

É isso macacada, com este singelo post, gostaria de alertá-los que é possível sim ganhar dinheiro, basta ter uma ideia e ter pessoas para comprá-la #SQN.

Vida dura e injusta essa nossa, não é mesmo?

;)

 

ze

Olá Macacada, inaugurando a coluna dos Zés, eis que chega minha vez.

Resolvi trazer para vocês um texto que comenta sobre a evolução do games. Isso mesmo, games.

Pesquisando no Google, achei um infográfico muito bacana, mas meio desatualizado, é de 2010 (mas vc pode conferir AQUI, pois foi dele que “roubei” a imagem então é melhor citar a fonte). Refinando ainda mais a busca por números que mostrassem o crescimento do setor, encontrei um artigo na Folha muito interessante que faz uma comparação entre Games e Cinema. No artigo, ele compara o faturamento da indústria cinematográfica com a indústria dos games, e comprova por A mais B que o segmento deixou de ser uma tendência e virou uma realidade. Flávio Freddi, gerente de marketing da Intel, diz (neste mesmo artigo) que “Há várias gerações que cresceram jogando vídeo-game, isso muda tudo no mercado”. Concordo com ele, o vídeo-game é relativamente novo, talvez por isso essa demora em sua ascensão.

Porém o mais importante neste artigo, não são os dados, a escrita ou o depoimento de Freddi e sim a data. Exatamente, essa notícia foi publicada no dia 31 de dezembro de 2003. Isso mesmo, 2003 há (quase) exatos 10 anos atrás. Se nessa época o perfil do consumidor, e consequentemente o mercado, já mudava, imagina agora. Somos uma nova espécie de consumidores, que não gosta mais de receber as coisas passivamente. Se até #oGiganteAcordou, imagina o consumidor. Essa defasagem do game para o cinema não ocorre sem motivo, ocorre por essa mudança. Mídias tradicionais sofrem com a velocidade que as coisas progridem, penam para acompanhar quando tentam. Isso mesmo, “quando tentam”. Afinal nem todas tentaram se adaptar.

A indústria da música é uma que cansou de apanhar para internet. Agora parece que fez as pazes, mas num passado recente apanhou feito o meu São Paulo de atualmente (que fase!). O cinema segue o mesmo caminho e a mídia impressa então nem se fala. Essa, tadinha, tá lá atrás tentando anotar a placa do caminhão de bytes que passou. E o game? Vai bem obrigado! Bate recodes de venda, o lançamentos de novos consoles são transmitidos (on-line) e vistos como final de copa do mundo (principalmente pelos nerds). Fica claro que a junção game + internet é uma parceria de sucesso é foi enxergando na internet uma oportunidade que essa indústria prosperou. Exatamente fazendo o caminho contrário dos exemplos citados anteriormente.

Novos mercados se abrem, novos consumidores surgem, a vida social passa a ser virtual e com redes de relacionamento. Pera, passa não, já é! É a clássica história (que contam na faculdade) sobre enxergar oportunidades.

Conta-se que em uma empresa de sapatos trabalhavam dois vendedores, um mais antigo e outro mais novo. Ambos foram enviados a um novo mercado para fazerem uma análise. As conclusões foram:

Vendedor antigo = “Nem adianta tentar se estabelecer nesse mercado. Aqui ninguém usa sapato, todos andam descalços.”

Vendedor novo = “Pessoal, corre pra cá, mas venham AGORA! Aqui ninguém usa sapato, todos andam descalços.”

Perceberam?

É isso pessoal, e não é de agora. Toda nova mídia requer atualizações e é por isso que a internet não mata, ela muda comportamento.

Vai ficar aí parado?