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Antes de ir para a banana de ouro (a matéria) uso o espaço para agradecer os Ze’s pelo espaço que concederam aos estagiários que se julgam os mais felizes do mundo (coisa rara, hein). Aqui vai a ajuda do mico leão dourado (entendeu a piada? Cor do cabelo…) para o #NoGalhoDosZÉstagiários.  #PartiuMatéria

Escolhi o tema “A influência”, pois acredito que muitas coisas influenciam as redes sociais como também as redes sociais influenciam algo, nesse caso os games. Porém, não tenho muita propriedade para falar sobre games a não ser Donkey Kong, lembra (Já era fissurado em macaco desde pequeno e não sabia, #ILoveZé)? Com isso, pulei alguns galhos para bater um papo com um gamer, amigo e japonês (grande detalhe), @japoruru.

 

Donkey Kong likes this.

Donkey Kong likes this.

Ele começou me explicando a influência do game no social media e me deu um exemplo muito interessante e famoso chamado Foursquare (Calma, sem polêmica. Eu vou explicar). Para ele, o Foursquare se baseia em completar tarefas ou missões para conseguir uma recompensa, no caso, os badges. Essa plataforma sofreu uma forte influência dos sistemas de Achievements, troféus e conquistas dos jogos, onde ao completar um determinado feito, missão, ou ações específicas o jogador pode exibir sua gratificação.

Já a maior interferência do social media nos games foi a interatividade. Antes da revolução das redes sociais não tínhamos essa interação de um gamer com seus amigos virtuais. Hoje, existe uma plataforma dedicada à interatividade no game, como a Wirefle, onde os jogadores podem deixar comentários dando dicas sobre algum obstáculo, bônus ou até mesmo um incentivo.

Ressaltou também que graças ao Google, hoje temos os “jogadores de youtube”. Esse termo denomina as pessoas que não jogam, mas procuram canais no YouTube para assistirem vídeos que mostram um stream do jogo. Quer um exemplo made im Brasil? O “Zangado”, que possui mais de 950 mil inscritos no canal.

No meio dessa gameficação toda surge uma empresa especializada em jogos para as redes sociais, a Zynga. Fundadora de jogos como FarmVille e Mafia Wars, que fizeram e fazem muito sucesso no Facebook (inclusive a concorrente Mentez, copiou a fórmula e fez o famoso Colheita Feliz para o Orkut). Nos dias de hoje a Zynga enfrenta dificuldades financeiras, dentre os motivos: a compra tardia dos direitos do app Draw Something, falta de estruturação e um investimento muito alto em um mercado ainda imaturo e consequentemente cheio de riscos, que é games em social media.

 

Quem não entrou no ~Face~ só pra jogar a fazendinha, que atire a primeira casca de banana...

Quem não entrou no ~Face~ só pra jogar a fazendinha, que atire a primeira casca de banana…

 

Já a “macaca velha” Sony fez diferente. O Play Station 4 virá com uma novidade, ou melhor, um botão chamado “Share”. Esse pequenino botão tem a finalidade de compartilhar nas redes sociais minutos anteriores da sua atuação em algum game dentro do seu próprio perfil. A PSN, que vai sofrer uma forte reestruturação para ficar com mais cara de social media no lançamento do console marcado para 15 de novembro deste ano nos Estados Unidos e dia 29 para o Brasil e Europa.

Por mais que não queira, uma plataforma sempre vai influenciar a outra e vice-versa. Social Media não só influencia a interatividade nos games como também games não só influenciam novas redes sociais.  Há um campo muito mais vasto por trás dessas grandes plataformas.

Creio comigo que isso é muito vantajoso para nós, usuários. Com todas essas influências, as empresas sempre vão procurar se adaptar ao público para darem o melhor divertimento possível. Cada dia que passa vamos estar conectado com tudo o que mais nos agrada. Bem-vindo ao mundo da interação (ou compartilhamento).

Mais uma dica esperta do Zé para você que não dorme no galho! Já conhece o MISTO | Mídias Sociais para Todos? Não?! É um projeto muito interessante realizado pela Ideia S/A e pela ESPM com o apoio do Reclame Aqui e Abradi que traz sempre alguém bem interessante para trocar uma ideia. O melhor de tudo: é grátis.

A próxima edição do MISTO vai rolar dia 17 de setembro, com o diretor geral do LinkedIn Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, na ESPM-RJ das 19h às 22h. Mais informações e inscrições aqui oh!

…uma mudança gigante para a humanidade!

 

Recentemente, realizei uma breve “desintoxicação digital”. Aproveitei uma viagem necessária para questões familiares em uma cidade paradisíaca conhecida com “Armação dos Búzios”, para (tentar) me desconectar por uma semana. O “retiro” duraria de 12h de quarta (28/08) até 12h de terça (03/09). Todas as postagens de clientes foram agendadas, campanhas de Facebook e Google setadas e rodando e uma pessoa de confiança ‘de olho’ em tudo, com acesso livre para me localizar a qualquer momento, também deixei uma lista de tarefas para os Zés não esquecerem de nada (mentira, era só pra eles não esquecerem de mim! =P).

Levei comigo, papel, caneta e o smartphone. Apenas desativar a internet no seria algo muito fácil de burlar, então, para fugir da tentação, desinstalei Whatsapp, Facebook Messenger e Chrome e desativei as notificações de e-mails, Twitter, Facebook, Line, WeChat, Instagram, G+, Tumblr, Keep, Foursquare, Vine, Currents e BeyondPod (ufa!) que são os meus Apps inseparáveis e me programei para fazer dois acessos “autorizados”, apenas para leitura de e-mails.

Fiquei 98 horas totalmente desconectada da internet. Sim, sem acessar a rede mundial ~de computadores (?)~. Esse é o momento que vocês dizem “Uaaaaaaaaaaaauu! Que phoda!”.

 

Mas também, com esse cenário, fica fácil desconectar.

Mas também, com esse cenário, fica fácil desconectar.

 

Trocando uma ideia sobre isso com uma jornalista argentina que conheci na praia enquanto esperávamos nossos bons drinks (esqueci de perguntar o nome, desculpem!), ela me disse uma frase que achei engraçada, mas que faz todo o sentido e foi o start para a composição desse post. “Antes, a gente tinha uma bolsa cheia de coisas que serviam para fazer várias coisas. Agora a bolsa continua cheia de coisas, mas a gente só usa uma para fazer tudo: o smartphone”.

Não é por acaso que em um ano, o mobile “roubou” 3% dos acessos dos PCs e notebooks. No mesmo período, as mídias sociais foram responsáveis por 274.068.465 impressões de ads. Caros, Zés, eu estou falando ~apenas~ de Brasil, que aliás é a sétima potência em acesso à internet no mundo. Isso com uma infraestrutura ridícula, especialmente quando o assunto é 3G (Ou seria 0,5 G?).

Como diria o Capitão Nascimento, “o sistema é foda, parceiro”. Logo, não é por acaso que Oi, Tim e Claro fizeram parcerias com o ~Feice~ para tornar gratuito o acesso à rede do ~Tio Mark ~. E muito menos acaso ainda, o próprio Facebook se associou a outras seis gigantes da tecnologia no projeto Internet.Org, que “é uma parceria global entre líderes em tecnologia, organizações sem fins lucrativos, comunidades locais e especialistas que estão trabalhando juntos para levar a internet até os dois terços da população mundial ainda sem acesso”.

Eu sobrevivi a 98 horas sem internet, mas não sobrevivi a 8 horas sem smartphone. Fosse para usar calculadora, relógio, joguinhos, GPS, lanterna, calendário, ouvir música, câmera, o Fecha a Conta… Sempre ele, ali, colado em mim, como um membro do corpo. Infinitamente mais importante e indispensável que o apêndice ou as amígdalas, por exemplo. No domingo à tarde (dia em que caí em tentação e acessei tudo), me dei conta de que se a internet foi a revolução dos anos 2000, a mobilidade é a revolução desta década. Em minha existência de ¼ de século (que aliás faço parte do grupo mais expressivo da audiência online brasileira – adultos de 25 a 35 anos, segundo a ComScore), nunca antes na história deste planeta, um objeto causou tamanha dependência para a existência humana (se bem que o tamagoshi fica no páreo…). E notem que o smartphone é só a ponta do iceberg, vem aí os smartwatches, glasses e uma infinidade de novos membros para seu corpo.

Desconfio que a Brigitte Bardot só está aí até hoje porque quando ela chegou ainda não haviam inventado o smartphone.

Desconfio que a Brigitte Bardot só está aí até hoje porque quando ela chegou ainda não haviam inventado o smartphone.

Meu objetivo aqui não é demonizar o pobre do mobile. Somente o uso inconsequente, especialmente por nós, profissionais de comunicação. Vivemos uma onda de ‘humanizar’ marcas, empresas e negócios. Estamos esquecendo que humanas mesmo são as pessoas e que nossa responsabilidade é cada vez maior sobre aquilo que é entregue para elas. Com o crescimento do mobile, as estratégias de marketing e publicidade estão mais que inseridas na vida do usuário, elas estão em seus bolsos, pulsos e olhos.

Parece exagero? Faça um teste. Observe o comportamento de um usuário médio. Sua mãe, ou aquela tia que adora falar da novela. Qualquer pessoa que não seja heavy user de internet, mas que possua um brinquedinho desses. Aposto que você vai perceber os sintomas da dependência.

Para encerrar, quero deixar com vocês duas frases para reflexão, ditas pelo presidente da Thymus Branding, Ricardo Guimarães, durante um evento online promovido pelo Google, há algumas semanas. “A gente fica reverenciando a tecnologia, mas era ela que deveria servir às pessoas” e “o humano é muito mais preciso que as máquinas”.

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**Todos os dados citados neste post foram retirados do Brazil Digital Future in Focus 2013, estudo divulgado em março pela ComScore que você pode acessar (e baixar) clicando aqui.