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cassia

Foto: Rawide Hícaro

E aí peoples, tudo bem? Me chamo Cássia Gomes e representando a região Nordeste, em minha primeira publicação aqui #NoGalhoDosZÉstagiários, pretendo abordar duas temáticas, ambas do ponto de vista regional.  A primeira delas, será acerca de como os profissionais de comunicação do Nordeste estão se preparando através de cursos como os de pós-graduação para os desafios das mídias sociais.

No segundo momento, sem fugir do regionalismo quero mencionar um pouco sobre a prática, como é o dia a dia e os desafios do profissional de Social Media no mercado nordestino.

 

#Teoria: Os profissionais de comunicação estão buscando conhecer cada vez mais o universo das mídias sociais e marketing digital e no Nordeste não é diferente

Dois alunos da primeira turma de especialização em Mídias Digitais, Comunicação e Mercado, de uma instituição privada de Campina Grande/PB foram entrevistados. A cidade, de aproximadamente 390 mil habitantes é considerada polo universitário (além claro, de ser a terra do Maior São João do Mundo), recebendo estudantes de diversos lugares do país que procuram ingressar no ensino superior (atualmente Campina concentra duas universidades públicas e mais de dez instituições de ensino superior particulares).

Os dois entrevistados são formados em Comunicação Social, porém, com habilitações diferentes (Jornalismo e Publicidade e Propaganda), e debateram o mesmo assunto, porém, na perspectiva de cada profissional.

Ítalo Wallenberg, o jornalista da dupla, acredita as Mídias Digitais são fundamentais na produção de informações. “A velocidade e recursos que a internet oferece ajudam ao jornalista na apuração e produção de matérias. Com a massificação das redes sociais, por exemplo, a notícia deixou de ser produzida de ‘um para todos’, ou seja, todos produzem conteúdo.” Ele disse ainda, que as MD’s são ferramentas indispensáveis para a busca de pautas. “Twitter e Facebook viraram quase uma rotina na vida dos profissionais que trabalham nas redações”.

“Especializar-se na área é quase uma obrigação para aqueles que desejam usar e aproveitar todas as portas que a internet abre”, destaca Ítalo.

Noemi Guimarães, que é publicitária, diz que ao escolher especializar-se na área de MD’s, encontrou caminho para o uso de recursos antes desconhecidos. “A especialização começou em abril e a partir daí estou utilizando ferramentas que antes não utilizava, e o melhor, vendo que elas são eficazes para a publicidade. Inovações em mensuração de resultados, nomenclaturas novas e app’s diversos. E isso me permite ficar atualizada diante o mercado local, onde muitas pessoas não têm essa formação”, disse Noemi.

“Por sua essência, o Publicitário é inquieto  e as redes sociais são inquietas, sempre em busca de novidades para o consumidor e para empresa”, enfatiza a publicitária.

 

#Prática: O trabalho de Social Media em Campina Grande

Para contar sobre o dia a dia deste profissional da ‘nova era’, convidamos Lise Vasconcelos, executiva de contas da CaféCom Propaganda (também de Campina Grande), para dar detalhes sobre sua rotina à frente das Mídias Digitais.

Lise trabalha na área desde fevereiro de 2012. “Entrei nesse setor devido a minha formação acadêmica (Jornalismo). Sempre fui online, sempre estive conectada, mas fui chamada pela agência para ser atendimento, contudo assim que eu fui contratada, abriu a vaga de Social Media. Como já tinha habilidade de escrever e achava que era mais o meu perfil, acabei assumindo a vaga e estou ate hoje monitorando e criando conteúdo”, conta Lise.

Dentro de sua rotina de Social Media, Lise destaca o trabalho de SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) como ‘o grande vilão dos SM’. “Existe muito debate sobre isso, principalmente nas agências de publicidade, mas é impossível ser SM e não fazer serviço de SAC. Se sua empresa não recebe perguntas, há problemas de interação e engajamento do público”, garantiu a profissional.

Perguntada sobre qual a principal preocupação ou objetivo das empresas em inserir-se nas MD’s, Lise foi enfática. “A verdade é que as empresas estão mais interessadas em se vender na internet e atrair novos consumidores, mas a preocupação não deve ser exatamente essa, deve ser de se posicionar neste ambiente.”

Segundo a profissional, hoje é impossível não se fazer presente nas redes sociais. “Se você não está oficialmente, no mínimo estão falando de você. Logo, você tem que saber o que se fala, como se posicionar sobre isso e assim criar sua identidade nas redes. Depois disso vêm as consequências: um bom posicionamento lhe dar retornos financeiros, um mau funcionamento lhe rende problemas,” afirma Lise, que atualmente administra 13 contas.

Na agência, Lise conta com o apoio de um diretor de arte e uma redatora, para a alimentação das redes. “O monitoramento é quase todo meu, mas há uma programação. Hoje não há necessidade de ter muita frequência no conteúdo, entre fazer 5 publicações meia boca e uma que vá auxiliar o usuário e assim gerar engajamento, prefira fazer esta ultima”, esclarece.

Sobre o fato de todo mundo (digo marcas, empresas, etc) quererem criar perfis nas MD’s e gerir por contra própria (ou contratar “o sobrinho” que é o pior), Lise revelou seu descontentamento com a situação. “As pessoas acham que ser SM é só colocar um texto sobre qualquer coisa e uma foto bonita e pronto. As pessoas não sabem o trabalho que nós temos em buscar conteúdo relevante, adequar a linguagem, observar o público, o envolvimento, analisar as estáticas.”

Sobre o mercado local, a profissional destaca a expansão da atividade. “Acredito que teremos grandes oportunidades de desenvolver um bom trabalho. Vejo alguns bons profissionais que usam bem a ferramenta, sabem utilizar de uma linguagem flexível como a rede necessita como também vejo as empresas buscando esse espaço cada vez mais profissionalmente.”

Em contrapartida, Lise fala que ainda há bastante amadorismo, o que pode causar danos à imagem da empresa. “Vemos ainda muita gente buscando fazer tudo de qualquer jeito, contratando ‘sobrinho’, misturando vida pessoal com perfil de empresa, vemos profissionais que não sabem adequar linguagem, usando as ferramentas de forma errada. Por ser um mercado muito novo é normal ter alguns erros, mas tem pessoas que fazem de todo jeito achando que internet é território sem lei, pode tudo!”, finalizou.

 

Uffa! Desculpem o tamanho do post, talvez uma pequena (grande) loucura de quem escreve tão loucamente, quanto a Alaina fala. Espero que em meio a toda (e põe toda) essa conversa, vocês possam entender um pouco mais sobre o universo prático do Social Media e ainda, opinar sobre a necessidade dos profissionais de comunicação se especializar na área de Mídias Digitais. Saudações monkeyanas dessa paraibana-nordestina B|

O tão esperado episódio sobre a gestão de conte de órgão público finalmente chegou! Podem fazer a festa.

Neste episódio contamos com as ilustres presenças dos guris de Porto Alegre, o Rafael Leite e o Thiago Ribeiro, responsáveis pelo #POADigital. Sabe? O #POADigital? Não? Então escute. O bate-papo foi mais agradável que a variedade de sotaques presente. Falamos sobre como se defender de crises, como usar o emocional, como planejar e como colher os resultados. Quer mais o que? Está tudo bonitinho, melhor que isso só mesmo uma banana split.

Obviamente que depois do da troca de informações vieram as novidades discutidas e repercutidas durante a semana. Falamos sobre a mudança na regra de sorteio do Facebook e de seus álbuns colaborativos. Além da (linda) parceria com uma empresa de banco de imagens. Se tem novidade no facebook, no G+ também, agora você pode ganhar dinheiro ensinando (ou explicando) via hangout, quer saber como? Exatamente, dê o play!

Sem mais delongas, está aqui, pra vocês o SMC#59. Até semana que vem. ;)

Play

Fala, galera! E ai, tudo bem? Minha vez chegou! Aeewww (fogos de artificio estouram com rojões e outros produtos explosivos)!! Meu nome é Gabriel Piva, mais conhecido como @Pivex e vou dissertar pra vocês sobre algum tema. Primeiramente gostaria de agradecer demais aos meus amigos do Social Media Cast pelo convite, me senti importante, foi quase como ter cabelo novamente. Estar com  #Zélebridades como vocês me faz ter orgulho de adentrar #NoGalhoDosZÉstagiários.

Pois bem, depois de matutar sobre um assunto legal, pensei em falar sobre as mídias sociais na educação. Na verdade é sobre o impacto que elas causaram/causam na educação dos estudantes de todo o mundo.

 

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Vamos voltar no tempo.

No final do século XX, começo do século XXI, esse que vos fala cursava o ensino fundamental, como outros milhares de alunos com a idade atual entre 22 e 26 anos, também participava deste período excepcional onde o Kinder Ovo custava R$0,99 centavos, você brincava de Bets (ou taco, dependendo de sua região!) na rua, colecionava Tazos, aquela nostalgia toda.  Ao chegar à sala de aula (em que você media a classe social do seu amiguinho com lápis da Faber Castell ), lembro-me das professoras passarem os temidos  “trabalhos” em que era necessário pesquisar sobre vários assuntos e, na maioria das vezes, odiava. A graça disto tudo está no fato de que o computador, na época, era coisa de ‘’gente rica’’, algo luxuoso em que só pessoas com um grande poder aquisitivo podiam desfrutar. Sendo assim, você não conseguia pesquisar sobre o trabalho do colégio (até porque o Google engatinhava nesta época) e sua única opção era levantar a bunda da cadeira (pode falar bunda?) e ir para uma biblioteca. Lá, você pegava centenas de livros e tinha que ler um por um pra achar o tal assunto do trabalho, cansativo não?

GLAUBER DA SILVA – O que eu mais me lembro da educação antes das mídias sociais é de sentar na frente do computador e estudar de verdade, sem abrir aba para Facebook, Twitter, Orkut e afins.

MICHELE BONIFÁCIO – Na época do Orkut eu o utilizava de uma maneira mais acadêmica. Gosto muito de Química (sou formada em Química), entrava nas comunidades do Orkut sobre livros deste tema e pesquisava sobre a opinião de todos, até achar um livro que me agradasse.

Após a chegada da internet (do Google na verdade, kkk), a facilidade de comprar um computador ou notebook, a criação dos tablets e o mobile, tudo ficou mais fácil não é? Era só entrar no Google e escrever:  ‘‘Tema para um post no Social Media Cast” que aparecia milhões de sites e assuntos relacionados para você (Aeeeewww, #SalveGoogle), até que uma temida ferramenta apareceu nos arredores do Brasil, o tal do ICQ (thrannnnn).

O ICQ é um comunicador instantâneo, uma pseudo rede social onde, por meio de números, você adicionava amigos e ficava conversando por horas e horas. Isso é legal, a não ser que você tenha que entregar um trabalho sobre Getúlio Vargas amanhã de manhã! E foi aí que começaram os problemas.

Brincadeiras a parte, o Facebook (a rede social mais utilizada no momento) tem milhões de usuários. O Twitter, Linkedin, Google+, Youtube, Orkut, Foursquare somam mais os seus milhões. Não há dúvidas quanto ao envolvimento dos alunos com todas essas ferramentas online, porém, quais os efeitos disso?

Muitos estudantes não sabem lidar com tantas informações que a internet e as redes sociais podem oferecer. O senso critico é primordial neste momento, até porque alguns tomam tudo que leem como uma coisa verdadeira e real, o que interfere no aprendizado e no desenvolvimento.

A rede social está presente na vida de milhares de estudantes, onde esses milhares trocam informações todos os dias. A escrita foi modificada devido à rapidez e praticidade para escrever online, transformando a língua e dando a ela novos aspectos e sentidos. Isso pode interferir na redação e no modo de escrita nas salas de aula, uma vez que a linguagem da internet ainda não foi naturalizada como padrão em nossa sociedade e se limita ao meio online.

Hoje, você é bombardeado por informações, minuto a minuto e é cobrado a ser multifuncional, fazer tudo ao mesmo tempo, porém, as  consequências podem ser negativas se não for tudo bem administrado.  O acesso às redes sociais durante os momentos de estudo, por exemplo, pode causar distração e interferir no desempenho acadêmico.

O que não falta nas redes sociais são postagem comprometedoras, sem sentido, apelativas e desnecessárias e muitos estudantes não pensam antes de postar algum conteúdo. É preciso lembrar, porém, que tudo o que escrevemos na web pode ser visto e logicamente, julgado. Posts com conteúdos comprometedores podem trazer complicações ao aluno ao longo de sua caminhada acadêmica e profissional. Em algumas escolas é comum a prática de procurar informações de possíveis alunos pela internet,  assim como em empresas procurando profissionais. A internet é um livro aberto, por isso, orientar o jovem nesse aspecto é essencial.

Tudo que é demais faz mal não é? As mídias sociais não escapam disto. Conectados horas e horas os jovens e estudantes acabam deixando de interagir cara a cara e isso pode prejudicá-los seriamente. Com menos interação real os estudantes prejudicam a capacidade de comunicação, afinal a internet não entende (ainda) ironias, entonações ou linguagem corporal.

CALMA PAIS!!!! NÃO PROCESSEM O MARK ZUCKERBERG, NÃO FAÇA SEU FILHO MATAR TODOS OS PASSARINHOS NA RUA PENSANDO QUE SÃO TWITTERS, as mídias sociais não só são calamidades, há muita coisa boa neste mundo online, coisas que podem ajudar demais se utilizadas com responsabilidade. Já dizia o Tio Ben, “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades’’ (bah tum tss).

Por ter um enorme contato com essas mídias e novas tecnologias, o jovem acaba as dominando perfeitamente. Já que o andamento do mundo depende delas, isso é algo bom, pois ter essa o domínio destas habilidade é estar pronto para as exigências que virão pela frente.

A internet abre um mundo favorável à criatividade. Com o seu próprio blog ou seu site de fotos, por exemplo, dá abertura para que o jovem se expresse e mostre seu talento. Ao compartilhar com os outros, ele tem um feedback instantâneo sobre a sua produção, o que pode motivá-lo e até mesmo ajudá-lo a construir e seguir sonhos e objetivos.

Com as mídias sociais percebemos que aumenta a interatividade e a possibilidade dos estudantes se expressarem e colaborarem com a produção de informação. A dinâmica rápida do mundo online deu ao jovem a capacidade de desenvolver pensamento rápido, qualidade que é extremamente apreciada na realidade em que vivemos.

As redes sociais ensinam os jovens importantes situações do mundo real. Ser capaz de criar redes de contato sólidas é algo extremamente importante para o desenvolvimento pessoal, profissional e acadêmico.

Acredito que a mídia social apareceu para somar, isso se você souber usar. Pessoas que criam um mundo paralelo na internet, que deixam de viver, de estudar, de se envolver, não estão sabendo usar estas ferramentas. Logicamente, você não precisa deixar de se divertir, é só ter controle. No meu caso, utilizo muito o Facebook para conversar com amigos, mas também uso como grupo de estudo. Participo de vários grupos de publicidade, mídias sociais, músicas, livros e isso me ajuda muito no meio acadêmico. O Twitter também é ótimo para uma informação rápida. Sigo jornais e meios de comunicação, então sempre estou ligado no que esta acontecendo no mundo todo, além de seguir várias agência e publicitários renomados, pra ter referência e e ficar antenado.

Bem, gente, é isso. Lembrando que eu pesquisei sobre o tema, mas o que postei é a minha opinião. Falei sobre a Internet e o ICQ também, tenho consciência que os dois estão a bem mais tempo no mercado, mas retratei a minha vida e do meio em que convivo.

E você? O que acha que mudou na educação depois das mídias sociais? Concorda? Discorda? Acha que o Piva é careca? Opinem! Obrigado e até a próxima (se me deixarem escrever de novo).