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Fala, galera! E ai, tudo bem? Minha vez chegou! Aeewww (fogos de artificio estouram com rojões e outros produtos explosivos)!! Meu nome é Gabriel Piva, mais conhecido como @Pivex e vou dissertar pra vocês sobre algum tema. Primeiramente gostaria de agradecer demais aos meus amigos do Social Media Cast pelo convite, me senti importante, foi quase como ter cabelo novamente. Estar com  #Zélebridades como vocês me faz ter orgulho de adentrar #NoGalhoDosZÉstagiários.

Pois bem, depois de matutar sobre um assunto legal, pensei em falar sobre as mídias sociais na educação. Na verdade é sobre o impacto que elas causaram/causam na educação dos estudantes de todo o mundo.

 

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Vamos voltar no tempo.

No final do século XX, começo do século XXI, esse que vos fala cursava o ensino fundamental, como outros milhares de alunos com a idade atual entre 22 e 26 anos, também participava deste período excepcional onde o Kinder Ovo custava R$0,99 centavos, você brincava de Bets (ou taco, dependendo de sua região!) na rua, colecionava Tazos, aquela nostalgia toda.  Ao chegar à sala de aula (em que você media a classe social do seu amiguinho com lápis da Faber Castell ), lembro-me das professoras passarem os temidos  “trabalhos” em que era necessário pesquisar sobre vários assuntos e, na maioria das vezes, odiava. A graça disto tudo está no fato de que o computador, na época, era coisa de ‘’gente rica’’, algo luxuoso em que só pessoas com um grande poder aquisitivo podiam desfrutar. Sendo assim, você não conseguia pesquisar sobre o trabalho do colégio (até porque o Google engatinhava nesta época) e sua única opção era levantar a bunda da cadeira (pode falar bunda?) e ir para uma biblioteca. Lá, você pegava centenas de livros e tinha que ler um por um pra achar o tal assunto do trabalho, cansativo não?

GLAUBER DA SILVA – O que eu mais me lembro da educação antes das mídias sociais é de sentar na frente do computador e estudar de verdade, sem abrir aba para Facebook, Twitter, Orkut e afins.

MICHELE BONIFÁCIO – Na época do Orkut eu o utilizava de uma maneira mais acadêmica. Gosto muito de Química (sou formada em Química), entrava nas comunidades do Orkut sobre livros deste tema e pesquisava sobre a opinião de todos, até achar um livro que me agradasse.

Após a chegada da internet (do Google na verdade, kkk), a facilidade de comprar um computador ou notebook, a criação dos tablets e o mobile, tudo ficou mais fácil não é? Era só entrar no Google e escrever:  ‘‘Tema para um post no Social Media Cast” que aparecia milhões de sites e assuntos relacionados para você (Aeeeewww, #SalveGoogle), até que uma temida ferramenta apareceu nos arredores do Brasil, o tal do ICQ (thrannnnn).

O ICQ é um comunicador instantâneo, uma pseudo rede social onde, por meio de números, você adicionava amigos e ficava conversando por horas e horas. Isso é legal, a não ser que você tenha que entregar um trabalho sobre Getúlio Vargas amanhã de manhã! E foi aí que começaram os problemas.

Brincadeiras a parte, o Facebook (a rede social mais utilizada no momento) tem milhões de usuários. O Twitter, Linkedin, Google+, Youtube, Orkut, Foursquare somam mais os seus milhões. Não há dúvidas quanto ao envolvimento dos alunos com todas essas ferramentas online, porém, quais os efeitos disso?

Muitos estudantes não sabem lidar com tantas informações que a internet e as redes sociais podem oferecer. O senso critico é primordial neste momento, até porque alguns tomam tudo que leem como uma coisa verdadeira e real, o que interfere no aprendizado e no desenvolvimento.

A rede social está presente na vida de milhares de estudantes, onde esses milhares trocam informações todos os dias. A escrita foi modificada devido à rapidez e praticidade para escrever online, transformando a língua e dando a ela novos aspectos e sentidos. Isso pode interferir na redação e no modo de escrita nas salas de aula, uma vez que a linguagem da internet ainda não foi naturalizada como padrão em nossa sociedade e se limita ao meio online.

Hoje, você é bombardeado por informações, minuto a minuto e é cobrado a ser multifuncional, fazer tudo ao mesmo tempo, porém, as  consequências podem ser negativas se não for tudo bem administrado.  O acesso às redes sociais durante os momentos de estudo, por exemplo, pode causar distração e interferir no desempenho acadêmico.

O que não falta nas redes sociais são postagem comprometedoras, sem sentido, apelativas e desnecessárias e muitos estudantes não pensam antes de postar algum conteúdo. É preciso lembrar, porém, que tudo o que escrevemos na web pode ser visto e logicamente, julgado. Posts com conteúdos comprometedores podem trazer complicações ao aluno ao longo de sua caminhada acadêmica e profissional. Em algumas escolas é comum a prática de procurar informações de possíveis alunos pela internet,  assim como em empresas procurando profissionais. A internet é um livro aberto, por isso, orientar o jovem nesse aspecto é essencial.

Tudo que é demais faz mal não é? As mídias sociais não escapam disto. Conectados horas e horas os jovens e estudantes acabam deixando de interagir cara a cara e isso pode prejudicá-los seriamente. Com menos interação real os estudantes prejudicam a capacidade de comunicação, afinal a internet não entende (ainda) ironias, entonações ou linguagem corporal.

CALMA PAIS!!!! NÃO PROCESSEM O MARK ZUCKERBERG, NÃO FAÇA SEU FILHO MATAR TODOS OS PASSARINHOS NA RUA PENSANDO QUE SÃO TWITTERS, as mídias sociais não só são calamidades, há muita coisa boa neste mundo online, coisas que podem ajudar demais se utilizadas com responsabilidade. Já dizia o Tio Ben, “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades’’ (bah tum tss).

Por ter um enorme contato com essas mídias e novas tecnologias, o jovem acaba as dominando perfeitamente. Já que o andamento do mundo depende delas, isso é algo bom, pois ter essa o domínio destas habilidade é estar pronto para as exigências que virão pela frente.

A internet abre um mundo favorável à criatividade. Com o seu próprio blog ou seu site de fotos, por exemplo, dá abertura para que o jovem se expresse e mostre seu talento. Ao compartilhar com os outros, ele tem um feedback instantâneo sobre a sua produção, o que pode motivá-lo e até mesmo ajudá-lo a construir e seguir sonhos e objetivos.

Com as mídias sociais percebemos que aumenta a interatividade e a possibilidade dos estudantes se expressarem e colaborarem com a produção de informação. A dinâmica rápida do mundo online deu ao jovem a capacidade de desenvolver pensamento rápido, qualidade que é extremamente apreciada na realidade em que vivemos.

As redes sociais ensinam os jovens importantes situações do mundo real. Ser capaz de criar redes de contato sólidas é algo extremamente importante para o desenvolvimento pessoal, profissional e acadêmico.

Acredito que a mídia social apareceu para somar, isso se você souber usar. Pessoas que criam um mundo paralelo na internet, que deixam de viver, de estudar, de se envolver, não estão sabendo usar estas ferramentas. Logicamente, você não precisa deixar de se divertir, é só ter controle. No meu caso, utilizo muito o Facebook para conversar com amigos, mas também uso como grupo de estudo. Participo de vários grupos de publicidade, mídias sociais, músicas, livros e isso me ajuda muito no meio acadêmico. O Twitter também é ótimo para uma informação rápida. Sigo jornais e meios de comunicação, então sempre estou ligado no que esta acontecendo no mundo todo, além de seguir várias agência e publicitários renomados, pra ter referência e e ficar antenado.

Bem, gente, é isso. Lembrando que eu pesquisei sobre o tema, mas o que postei é a minha opinião. Falei sobre a Internet e o ICQ também, tenho consciência que os dois estão a bem mais tempo no mercado, mas retratei a minha vida e do meio em que convivo.

E você? O que acha que mudou na educação depois das mídias sociais? Concorda? Discorda? Acha que o Piva é careca? Opinem! Obrigado e até a próxima (se me deixarem escrever de novo).

 

 

 

 

Bom dia // Boa tarde // Boa noite! :)
Quem vos fala é a Ze’stagiária Andrea Menezes a ~pessoa estranha~ que AMA a cidade de São Paulo, mais nova colega de galho dos meus amados Ze’s e esta é a minha primeira postagem #NoGalhoDosZÉstagiários. Antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente aos meus colegas de árvore pelo convite para juntarmos nossos cachos de banana e debatermos ~xoxial media~.
Confesso que pensei em muitos temas para inaugurar o galho dos Ze’stagiários, e lembrei de um assunto/atitude ~polêmica~: a desconexão.

 

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Calma, eu explico! Explico e compartilho com vocês um ~case~ pessoal: no início deste ano passei por grandes mudanças da minha vida, pouco a pouco fui ficando ansiosa ou, no caso, mais ansiosa do que o normal, percebi que a grande parte da minha ansiedade e stress nascia nas redes sociais e em especial o Facebook; quando cheguei no limite, me desliguei da Matrix e fiquei off das Redes Sociais.

Sim, me desconectei de todas as redes, utilizando minhas contas apenas profissionalmente e confesso que sofri daquela abstinência pela informação, das fotos, dos likes, das mensagem no meu InBox, das cutucadas, dos Check-ins, dos ~assuntos do momento~, dos RTs e dos #FFs, independente da relevância sentia falta de tudo. Conversei com amigos e vi que não era a única, uma amiga também se desconectou depois de ter passado a noite no hospital por causa de stress e outra por ter brigado com o namorado. Enfim, o motivo não importava, o fato era que naquele momento vários amigos estavam experimentando viver novamente em um mundo totalmente offline, algo que provavelmente não vivenciávamos desde os 13 anos de idade, quando a internet/computadores eram caros e ainda não conhecíamos o ICQ. Passei alguns meses desconectada e quando voltei para as redes em Junho desse ano, senti que estava mais consciente e focada quando utilizava as redes.

Tal atitude não é novidade, em 2012 o publicitário Felipe Teobaldou criou o Tumbrl 100 dias sem face em que diversos usuários relatam suas tentativas de ocupar o vazio deixado pelo Facebook, veja aqui.

Para tentar entender um pouco mais do uso que fazemos ou não das redes sociais, conversei com três amigos sobre o uso que fazem dessas ferramentas:

O Desconectado — André de Paula Andreis
Estudante de Arquitetura e Urbanismo, ele utiliza a rede social profissional Linkedin e possui um site com portfólio de trabalhos.
Contou que já teve um perfil no orkut e no MSN, mas utilizava muito pouco essas plataformas. Por falta de interesse dos assuntos que são discutidos nas redes, optou por não possuir nenhum perfil no Facebook, Twitter, Pinterest ou outra rede com um foco mais lúdico e “para conversação”.
Não se sente excluído dos convites de eventos ou de os assuntos debatidos por amigos da faculdade em grupos no Facebook, pois seus amigos sempre o colocam a par dessas informações, “sempre perguntam, você já está sabendo daquela festa? Eles já estão acostumados com o meu jeito” explica.
Afirma que a informação não está exclusivamente nas redes sociais e por isso opta por se informar através de portais de noticias e acompanha sites de humor como o 9GAG, pensa em ter um smartphone para utilizar as demais ferramentas disponíveis nesses dispositivos móveis e comenta “não posso dizer que teria, também não tenho nada contra nem a favor”.

 

A Confusa – Raquel Sonobe Gamom
A estudante de Arquitetura e Urbanismo desconectou-se há pouco menos de um mês, há tempos sentia que perdia valiosas horas do dia no Facebook apenas olhando as postagens, muitas vezes irrelevantes, que apareciam no feed de noticias e acabava deixando os estudos e outras pendências em segundo plano; apesar de não ser heavy user, conta que estava se tornando dependente da rede.
Hoje, desconectada, se sente um pouco isolada e alheia às informações compartilhadas pelos amigos, encontra dificuldades na hora de visualizar algum link que a direciona para uma postagem no Facebook. ”Depois que me desconectei encontro dificuldades em saber informações sobre a greve da UNESP Bauru (onde estudo) e de eventos de amigos”, explica.

“Estou participando do programa ‘Ciências Sem Fronteiras’ e sinto que em grupos com participantes desse programa as informações chegam muito mais rápido e de uma forma bem mais fácil”, afirma e acrescenta contando “fiquei sabendo dias depois que uma colega da faculdade havia embarcado para fazer intercambio e que havia perdido a sua festa de despedida, se tivesse ainda com a minha conta no Facebook isso certamente não teria acontecido”.

Porém nem tudo são lágrimas, Raquel conta que desconectada do Facebook conseguiu dedicar-se completamente aos estudos, está menos estressada e ansiosa, mais focada e concentrada. Também voltou a utilizar o Twitter, onde afirma encontrar informações mais úteis dos perfis interessantes que segue, como arquitetos influentes, canais de notícias e perfis criativos.
Atualmente, ela utiliza o Twitter, o Flicker, o Whatsapp, o Pinterest, e pretende voltar para o Facebook em breve, mas com a condição de adicionar apenas amigos próximos e que possuam interesses em comum. “A intenção é não adicionar por adicionar conhecidos, mas não sei se consigo” afirma.

O Conectado – João Guilherme Magioli
O estudante de Publicidade e Propaganda utiliza varias redes sociais, atualizando seu status diversas vezes por dia nas plataformas em que é cadastrado.
Confessa que anteriormente tinha dificuldade em conciliar sua vida online com sua vida offline, “antes, o uso das redes me atrapalhou bastante, tinha que fazer um trabalho para a faculdade ou mesmo ler um livro e acabava ficando horas no Facebook, quando via já estava atrasado com minhas demandas pessoais”, conta. “Hoje, já sei lidar com isso”, explica.
Selecionar informações que julga relevante, interessante e legal postado pelas páginas e pelos amigos foi a estratégia de João para acessar com mais facilidade um conteúdo de qualidade. “Já cheguei a curtir mais de 1.000 páginas, hoje, segmento o que quero ver no meu feed por interesses. Pode parecer difícil no começo, mas o resultado vale a pena”, conclui.

Relembrando minha experiência pessoal e levando em conta os depoimentos acima, creio que o segredo não é estar ou não conectado, mas sim o uso consciente da rede. E vocês, o que acham?