No galho dos ZÉstagiários Archive

Próxima parada, São Paulo.

É estranho você imaginar que um profissional do interior possa chegar à grande capital depois de ouvir tantas histórias. Aliás, história você nunca sabe se é verdadeira ou falsa, apenas é contada por um pescador, como diríamos no interior de São Paulo. Mas o que importa mesmo, é que eu consegui chegar ao tão sonhado mercado de São Paulo e hoje escrevo daqui para vocês.

Admito. Chegar em São Paulo não foi fácil. Gastei algumas economias e muita energia, mas afinal, qual é seu objetivo? Também afirmo que isso não é impossível. Basta você correr atrás e se dedicar ao máximo, 24 horas por dia. Não existe fórmula secreta para isso, ou pelo menos, eu me esqueci de anotar. Sem problemas. Posso compartilhar com vocês todo o meu caminho até chegar aqui.

 

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Nunca escondi. Meu verdadeiro sonho sempre foi trabalhar em São Paulo e poder desfrutar dessa gigantesca cultura paulistana. Tracei meu objetivo e comecei ir atrás dele sem pausa para o lanche. Desde que eu entrei na faculdade queria saber tudo sobre a tal publicidade, agências, publicitários e simplesmente tudo. Acredito que isso possa ter tirado um pouco meu foco, mas adorei poder ler mais sobre algumas agências e também a vida de alguns fantásticos publicitários. Aprendi muito. Cheguei a opinião que se você quer ser bom em alguma coisa precisa saber quem é bom nela, mas não de nome, e sim de sua vida, de sua obra.

Infelizmente ou felizmente, não comecei a trabalhar com publicidade desde o início, mas não por falta de tentar. Entreguei currículos por várias vezes nas agências e veículos da cidade, mas sem êxito. Então, precisava dar o primeiro passo, sair das asas dos pais. Consegui. Trabalhei por cerca de quatro meses no Gran Hotel como mensageiro. Esse foi meu primeiro “job”. Logo depois, passei em um seleção para estagiar no Núcleo de Turismo da Uniara. Lá aprendi a falar em público, aliás, precisava fazer o tal do city tour. Após alguns meses fui indicado para entrar como clipador na ComTexto Comunicação. Essa seria a primeira agência de publicidade que eu iria trabalhar. Aprendi muitas coisas e comecei a fazer amigos na profissão. Creio que meu habito de ler se fortaleceu ainda mais depois de ficar alguns meses e até anos por lá. No meio do caminho, fui convocado para integrar a grande família do Social Media Cast. Lógico que eu não poderia recusar essa oportunidade porque sabia que iria aprender muito com os mestres das artes monkeys, Zémuel, Zelaina e Zemori.

Almejava, mas achei que iria demorar um pouco para chegar ao mercado de São Paulo. Confesso que estava bem preparado e com muita certeza que iria conseguir quando fui chamado para a minha segunda entrevista em São Paulo. Isso mesmo, segunda. Havia feito uma antes na conceitual DM9. Infelizmente não era minha hora, mas serviu de muito aprendizado para corrigir os erros. Antes, durante e após a entrevista eu estava muito confiante, sabendo que tinha feito o meu melhor. Não deu outra. A caminho da rodoviária para voltar a Araraquara, recebi um telefonema informando que a vaga era minha e que estavam me esperando daqui a uma semana.

A viagem de volta foi pura reflexão, pensei por tudo que já passei. Enfrentei poucos e boas, mas tive que passar por tudo isso para conseguir chegar onde estou. Não é fácil ver pessoas que você ama, como seus pais, chorando ao você ir embora. Mas você precisa ser forte e ir em busca dos seus objetivos. Só assim você vai conseguir ser alguém na vida.

A minha dica? Sonhem, mas sonhem alto mesmo! Mas nunca deixem de almejar depois. Porque a diferença entre as duas é que uma, sonho, você sonho e pode sonhar com tudo, ir o mais longe que quiser, porém para por aí. Já a outra, almejar, você vai em busca dos sonhos sem medo de conquistar. E só vai parar depois de conseguir, mas aí depois vem outros sonhos e outras conquistas. A vida é feita de desafios. Basta saber se você é o ganhador dela.

Dia 04 de dezembro comemoramos o Dia Mundial da Propaganda que por sinal podemos afirmar que esse ano em especial a publicidade brasileira se destacou no mundo todo com cases fantásticos.

Semana passada mostrei a campanha “Ouse ser brasileiro” da Nike para um amigo que disse: “Fantástico. Isso é publicidade americana né?!” #SQN meu amigo. Nesse momento o peito encheu de ar para gritar com o maior prazer “ISSO É BRASIL”. Créditos para a N+W São Paulo que criou a campanha.

Se o assunto é publicidade o Festival de Cannes não pode passar em branco. A cada ano que passa o nosso país tupiniquim vem aumentando o seu número de premiações e esse ano não foi diferente. Em 2012 voltamos com 79 leões na mala, mas em 2013 o número foi ainda maior, 114 e não acaba por aí. O Brasil fez algo inédito nessa edição ganhando dois GPs numa única edição, marcando assim, o nome na história do Festiva de Cannes Lions, sendo um deles o de Titanium e por fim,  agência do ano para a Ogilvy.

 

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Publicidade verde e amarela fecha em alta na bolsa do Zé

Não posso deixar de destacar o ano da Ogilvy & Mather Brasil. São 35 leões, incluindo o GP de Promo & Activation Lions (Fãs imortais) e o Grand Prix de Titanium (Retratos da real beleza que por sinal foi o viral mais compartilhado de 2013 com mais de 4,3 milhões de shares). Foi eleita a agência do ano pelo Festival de Cannes e Prêmio Caboré. Portanto, se precisarem aumentar a equipe estou disponível para conversarmos.

Você pode estar se perguntando: “Mas e o social media Brasil não fez nada esse ano?!”. Calma seus macacos prematuros tudo na sua hora e lugar. Apesar dos vários protestos de blogueiros da Boo-Box tivemos um destaque internacional e acho que até posso chama-lo como o melhor profissional de comunicação e marketing do ano, Marco Gomes. Fundador da Boo-Box recebeu a premiação pela reconhecida organização internacional The World Technology Network (WTN) e agora se junta as celebridades da área como Larry Page, Sergey Brin e Cindy McCaffrey, do Google; e Mark Zuckerberg, do Facebook.

Cacildes. Eu estaria de brincation se destacasse apenas uma agência ou um só profissional. Todos fizeram por merecer o prêmio máximo, a #BananaDeOuro do Social Media Cast (comemorem!), pode ser? A cada dia uma corrida maluca para criar algo inovador para o cliente. O sonho do Anderson Silva, opa, das agências é fazer um trabalho para emocionar ambas as partes e as duas partes envolvidas é o cliente e você. Bons tempos são esses que um comercial de televisão pode impulsionar uma nação a gritar – “VEM PRA RUA”.

Um grande abraço do ruivo, mas do Social Media Cast.

Confesso que estou adorando a briga/#mimimi/altas confusões que os apps de avaliação estão causando. Acho mais do que saudável discutirmos o assunto. Mas neste texto vou, primeiro chover no molhado, depois apontar uma curiosidade, tentar apaziguar (como de costume) e por fim chover no molhado novamente.

Como adiantei, vamos para a chuva onde já se choveu.
Não se deve culpar o meio pelo seu mau uso. A Alaina escreveu (brilhantemente) e comentou que todos temos a capacidade de vencer a preguiça e que a culpa dos usuários não fazerem um bom uso de ferramentas não é da ferramenta (se você não leu, clica aqui)! Não adianta falar que o Lulu é fútil, que o Whatsapp é brega, que o Facebook só serve pra ficar sabendo da vida dos outros e que o Instagram tá cheio de gente metida. Vença sua preguiça e procure bons conteúdos. No balaio “bom” coloco o interessante e o prazeroso junto. Se você sente prazer em avaliar as pessoas, vá! Seja feliz, mas não reclame se fizerem o mesmo com você.

A curiosidade que apontarei é a respeito de um comentário que ouvi de um amigo gay. Antes, teço outro comentário a respeito de uma postagem na página “Feminismo sem demagogia” que pedia:

“Pessoas, por favor, ajudem a divulgar essa informação ao máximo de mulheres possível:
Em breve estará no ar o aplicativo misógino que pretende ser mais um lugar onde os homens possam nos julgar de acordo com nosso comportamento sexual (oh, que surpresa!).” A postagem está aqui.

As mulheres não estão fazendo isso no Lulu? Enfim.

O comentário de meu amigo gay que me referi anteriormente era algo parecido com: “Hoje em dia deve ser difícil ser homem hétero”. Na ocasião questionei e a resposta era a conclusão de que todos defendem suas classes menos o homem hétero o que o tornava uma minoria. Este deve tomar cuidado ao falar de mulher e de gay, mas gays e mulheres podem falar de si mesmo e de homens héteros. Não concordei totalmente com os dizeres, mas me fizeram refletir. Faz sentido! Curioso, não? Claro que isso é a colheita que se faz por anos de plantio de preconceito, mas não deixa de ser curioso.

Para apaziguar, basta um olhar diferente sobre o tema. O Lulu por exemplo, se ele fosse aberto aos homens, não para que estes pudessem avaliar ou editar, mas ao menos saber o que é falado ao seu respeito e caso não gostasse ter a opção de desativar, seria mais tranquilo. Explico.

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Criando um banco de dados sobre você mesmo, com avaliações positivas e negativas de pessoas que tiveram relação com você (seja sexual ou não) e entregando todas essas métricas de presente, o homem teria uma MEGA oportunidade. Poderia (mais uma vez parafraseando minha amiga Alaina) vencer a preguiça, trabalhar mais os aspectos positivos e tentar mudar nos aspectos negativos. Quem trabalha com social sabe a importância de relatórios e métricas bem traçadas. Isto define onde você vai investir, o que fez de certo e o que fez de errado.

Se o Lulu passar a ser visto como uma oportunidade masculina e não como um simples avaliador, ele deixaria de ser algo fútil e se tornaria uma app de utilidade pública. Nele poderíamos trabalhar a ideia de que as avaliações servem para alertar os homens, avisá-los tudo que fazem de certo e de errado.  Assim, damo a oportunidade de desativar a conta, ou tentar ser um homem melhor. E com homens melhores, melhor para as mulheres e para eles próprios e de novo melhor ainda para as mulheres e assim continuaria o ciclo vicioso do bem estar.

Mais uma vez… a culpa não é do aplicativo!