A internet não mata, muda comportamento

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Olá Macacada, inaugurando a coluna dos Zés, eis que chega minha vez.

Resolvi trazer para vocês um texto que comenta sobre a evolução do games. Isso mesmo, games.

Pesquisando no Google, achei um infográfico muito bacana, mas meio desatualizado, é de 2010 (mas vc pode conferir AQUI, pois foi dele que “roubei” a imagem então é melhor citar a fonte). Refinando ainda mais a busca por números que mostrassem o crescimento do setor, encontrei um artigo na Folha muito interessante que faz uma comparação entre Games e Cinema. No artigo, ele compara o faturamento da indústria cinematográfica com a indústria dos games, e comprova por A mais B que o segmento deixou de ser uma tendência e virou uma realidade. Flávio Freddi, gerente de marketing da Intel, diz (neste mesmo artigo) que “Há várias gerações que cresceram jogando vídeo-game, isso muda tudo no mercado”. Concordo com ele, o vídeo-game é relativamente novo, talvez por isso essa demora em sua ascensão.

Porém o mais importante neste artigo, não são os dados, a escrita ou o depoimento de Freddi e sim a data. Exatamente, essa notícia foi publicada no dia 31 de dezembro de 2003. Isso mesmo, 2003 há (quase) exatos 10 anos atrás. Se nessa época o perfil do consumidor, e consequentemente o mercado, já mudava, imagina agora. Somos uma nova espécie de consumidores, que não gosta mais de receber as coisas passivamente. Se até #oGiganteAcordou, imagina o consumidor. Essa defasagem do game para o cinema não ocorre sem motivo, ocorre por essa mudança. Mídias tradicionais sofrem com a velocidade que as coisas progridem, penam para acompanhar quando tentam. Isso mesmo, “quando tentam”. Afinal nem todas tentaram se adaptar.

A indústria da música é uma que cansou de apanhar para internet. Agora parece que fez as pazes, mas num passado recente apanhou feito o meu São Paulo de atualmente (que fase!). O cinema segue o mesmo caminho e a mídia impressa então nem se fala. Essa, tadinha, tá lá atrás tentando anotar a placa do caminhão de bytes que passou. E o game? Vai bem obrigado! Bate recodes de venda, o lançamentos de novos consoles são transmitidos (on-line) e vistos como final de copa do mundo (principalmente pelos nerds). Fica claro que a junção game + internet é uma parceria de sucesso é foi enxergando na internet uma oportunidade que essa indústria prosperou. Exatamente fazendo o caminho contrário dos exemplos citados anteriormente.

Novos mercados se abrem, novos consumidores surgem, a vida social passa a ser virtual e com redes de relacionamento. Pera, passa não, já é! É a clássica história (que contam na faculdade) sobre enxergar oportunidades.

Conta-se que em uma empresa de sapatos trabalhavam dois vendedores, um mais antigo e outro mais novo. Ambos foram enviados a um novo mercado para fazerem uma análise. As conclusões foram:

Vendedor antigo = “Nem adianta tentar se estabelecer nesse mercado. Aqui ninguém usa sapato, todos andam descalços.”

Vendedor novo = “Pessoal, corre pra cá, mas venham AGORA! Aqui ninguém usa sapato, todos andam descalços.”

Perceberam?

É isso pessoal, e não é de agora. Toda nova mídia requer atualizações e é por isso que a internet não mata, ela muda comportamento.

Vai ficar aí parado?

Temo Mori

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