Quem com app julga, com app será julgado

Quem com app julga, com app será julgado

 

Era uma vez uma menina normal.

Essa menina tinha um parceiro que gostava de filmar as relações sexuais dos dois para guardar “de lembrança”. Um dia eles brigaram e “coincidentemente” os vídeos vazaram. Vazaram para conhecidos, depois para desconhecidos, depois para o mundo e está por aí, no buraco negro da internet até hoje. O caso é da Fran (Clique aqui para relembrar), mas poderia ser de qualquer um. É, esse assunto já está passado, eu sei. Mas resolvi ressuscitá-lo para fazer um contraponto com o #mimimi da semana: o aplicativo Lulu.

Se a Fran tivesse sido avaliada no Lulu, provavelmente as hastags dela seriam #safada #piranha #vadia #bemfeito #gostadedaropopô entre outras coisas. A Fran foi avaliada por infinitas pessoas que sequer já ouviram falar dela antes de ver o famigerado vídeo.

Agora eu paro e penso: por que a Fran pode ter a intimidade exposta e julgada por qualquer um e você, meu amigo do Facebook fica #chateado com algumas avaliações de mulheres do seu passado/presente no Lulu?

Alguns dirão: “a diferença é que ela se expôs, ela se deixou filmar, eu não autorizei meu perfil no aplicativo”.

Se você faz parte deste grupo, amigo, pare a leitura e clique neste link que irá te redirecionar para a Declaração de Direitos e Responsabilidades do Facebook. Para facilitar eu vou destacar o parágrafo 4 do item 2.

2.Compartilhando conteúdo e informações

4. Ao publicar o conteúdo ou informações usando a opção Público, significa que você permite que todos, incluindo pessoas fora do Facebook, acessem e usem essas informações e as associem a você (isto é, seu nome e a foto do perfil).

 

Sabe o que isso signfica? Que você autorizou o Lulu a usar sua foto de perfil, nome e informações públicas. Significa que você também se expôs, tal qual a Fran. :)

 

Pausa reflexiva.

Reu macaco

 

Durante esta semana também vi muitos comentários baseados em um artigo publicado no Administradores.com que relata o quão “nefasto” é o efeito do WhatsApp e narra a decisão de excluir a conta do aplicativo que está tornando as pessoas antisociais.

 

A hiperconexão já é o mal do século. Talvez seja a hora de desconectar o mundo, não acha?

 

Caríssimos, me deixem dizer uma coisa: o Lulu, o WhatsApp e a Fran são inocentes. Você escolhe que aplicativos usar, que páginas e perfis seguir e PRINCIPALMENTE o que compartilha. Eu não costumo ser radical-extremista-Nostra-Damus-apocalíptica. Sou mais adepta daquele grupo que acredita no poder do livre-arbítrio. Você tem a capacidade de vencer a preguiça e alterar as configurações de privacidade do Facebook, assim como tem o livre-arbítrio de não repassar vídeos e demais conteúdos que possam criar outras Frans e você também pode silenciar as notificações do WhatsApp e do Facebook e qualquer aplicativo.

E utilizando-me das técnicas do marketing de oportunidade, recorro ao buzz envolvendo o Lulu, para resgatar dois trechos de canções de um outro Lulu, o Santos. Cabe a nós decidir se vai ser “assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade” ou “um novo começo de era de gente fina, elegante e sincera”.

Zé Macaco

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