No galho dos ZÉstagiários Archive

Bom Dia/Tarde/Noite/Madrugada Macacada, como todos estão? O #MacacoCareca volta a postar no #NoGalhodosZÉstagiários. Bem, trabalho com linguagens de programação e no  mesmo lugar em que eu trabalho, há uma loja de informática. Sem saber o tema para este post e correndo com os trabalhos da faculdade, me vi no desespero, mas algo aconteceu. Programo na loja e às vezes atendo o público, notei que aumentou o número de pessoas da terceira idade que têm contato com computador/internet/celular, com isso comecei a fazer uma pesquisa, aqui mesmo na loja, com as senhoras e senhores que utilizam mídias sociais e o que acham de utilizar.

Confesso que fiquei surpreso com o número de pessoas e suas opiniões sobre o tema, mas isso eu falo daqui a pouco, vou explicar e contar como a terceira idade está aderindo às mídias sociais.

 

a nova velha rede social

 

O brasileiro acessa cada vez mais a internet. Entre 2005 e 2011 o número de pessoas aumentou 143,8% enquanto o crescimento dessa população (a partir dos 10 anos de idade) ficou em torno de 9,7%. Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o avanço da internet e da tecnologia, houve um crescimento em todos os grupos de idade, mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi no grupo dos 50 anos de idade ou mais: 222,3% no período de seis anos – um incremento de aproximadamente 5,6 milhões de pessoas.

É uma multidão, não? Eles invadem a rede com um objetivo principal: aumentar suas relações sociais seja por blogs, salas de bate papo ou as nossas queridas redes sociais. Foi aí que entrou a minha pesquisa, se tantas pessoas acima de 50 anos usam a internet, com certeza vão utilizar tudo o que têm direito (inclusive as mídias sociais), então vou perguntar para cada um que aparecer na loja.

A pesquisa foi demais, me impressionei e dei bastante risada com os “casos” que me contaram. A Dona Lívia, de 75 anos (que parece ter bem menos, viu Dona Lívia!) AMA o Facebook e o Instagram: “Eu acho que nos dias de hoje, se você não se adequar  com as novas tendências, você está morto. Amo internet e o que gosto mais são as redes sociais, onde posso conversar com todos e paquerar um pouquinho, até porque eu não estou morta não é??? (gargalhadas)”. Não está morta mesmo dona Lívia, aproveita e me aceita no Face aí.  Outra pessoa que utiliza de uma maneira diferente a mídias sociais é o Senhor Osmar, de 63 anos: “Gosto muito de ver fotos dos meus familiares que moram longe, mas utilizo diariamente o Linkedin. Tenho uma microempresa e confesso que procurei e achei alguns funcionários por lá. Gosto de tecnologia, mês que vem vou pro EUA e vou trocar meu iPhone 5 por um 5S. Depois que comecei a utilizar as mídias sociais e a internet, pude enxergar melhor este mundo. Estou pensando em criar um app da minha empresa já e colocar na Apple Store”. É isso ai Sr. Osmar, e eu ganho comissão porque e vou ajudar o senhor! A Dona Edir, com 81 anos e uma saúde de ferro já quebrou tudo: “Vi minha neta de 8 anos usando o ICQ e me encantei. Perguntei pra ela se conseguiria falar com minha irmã que mora na Espanha e ela disse que sim, se minha irmã tivesse um ICQ  não haveria problema. Ela me explicou como funcionava e desde então utilizo tudo que a internet pode me oferecer, Facebook,  Skype e as vezes entro até no meu Orkut”.  Dona Edir, se eu chegar na idade da senhora com metade desse pique, estarei feliz viu? E tem a Dona Selma,  de 58 anos e última pessoa com quem conversei: “Sou muito sozinha, meu marido faleceu há uns anos e meus parentes não moram aqui, então fico na internet e nas redes sociais para conversar e não ficar sozinha”. Dona Selma, quando se sentir sozinha é só ligar no Social Media Cast que a senhora se encontra com todos os #MacacosDaInternet (ela pediu um beijo no próximo podcast).

Experientes nas Redes Sociais

Que crochê e xadrez o que, o negócio agora é curtir as redes sociais

Bem, cheguei à conclusão que hoje não existe mais barreira de idade para internet. Hoje em dia, crianças, adultos e experientes (como o Sr Osmar diz) estão conectados e  a utilizam de todas as formas, seja pra diversão, trabalho, paquera ou contato. Um público legal, com bastante potencial e que só tem a crescer. #VamosInvestir.

É isso aí pessoal, comentem e opinem. Vocês conhecem alguém experiente que utiliza as redes sociais? Têm alguma história pra contar? Até logo =) Read more…

Como é de conhecimento de todos uma história sempre tem uma versão “cara” (que nesse caso seria a dos usuários que fazem tudo isso acontecer) e “coroa” (empresas que movimentam o capital) e no Social Media não é diferente.

As redes sociais caíram como uma #BananaDeOuro no colo dos usuários. Agora somos capazes de compartilhar, curtir, seguir, retuitar algo de um amigo lá de Parelhas – Campina Grande, por exemplo. E o que isso pode trazer de ruim para mim? Hoje temos a oportunidade de conseguir emprego pelas redes sociais, isso não é fantástico? – o Linkedin não me deixa mentir. Porém, acredite: em todos os lugares existem pessoas boas e ruins, por isso, temos que ter consciência para o que divulgar em nossos perfis, aliás, como todos sabem, estamos sendo vigiados (Um grande abraço amigo, Obama).

 

moeda-monkeyJá para o outro lado as coisas são mais familiares, se é que você me entende. Em boa parte das vezes os “coroas” preferem contratar o sobrinho (que DIZ saber tudo) para gerenciar sua marca nas redes sociais, mas aqui entre nós, sabemos que a coisa não é assim. E se você passar por uma crise? Seu “sobrinho” sabe fazer uma comunicação estratégica digital para você não apenas sair da crise, mas também não perder o que já foi construído? Cuidado, hoje você pode ser o queridinho e amanhã o patinho feio.

As empresas possuem muito medo de entrar no mundo do Social Media, pois ficam pensando o que usuários vão falar sobre elas (que bobagem). Se o medo for mesmo esse, me desculpe em decepcionar vocês, pois já estamos falando. Não vamos falar apenas de uma marca depois dela estar conectada, ou seja, acho melhor você estar presente pelo menos você terá a oportunidade de interagir com seu consumidor.

Interação é outro ponto muito importante. Quem nunca chutou o pau da barraca depois de esperar mais de dias por uma resposta do seu tweet? Hoje em dia é super normal as pessoas pesquisarem na internet antes de concluir alguma compra e se sua marca não estiver por lá a concorrência irá adorar.

Quando você diz: Vamos investir em xoxo?! A resposta é certa: Já invisto em outras mídias. Agora eu faço a pergunta: Quem falou em deixar as mídias convencionais de lado e focar 100% em Social Media? O ideal é você ser forte no off e online, assim você vai aumentar seu campo de ação e fortalecer sua marca.

Imagine na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, quando o Brasil será sede dos eventos. Os olhos do mundo estarão virados para o nosso país tupiniquim e várias oportunidades irão surgir, mas para isso, você precisa de profissionais qualificados e não de sobrinhos dizendo que “sabem”.

Considerar que as redes sociais só trazem o bem para todos seria hipócrita da minha parte, mas não concorda comigo que ambos os “caras” e “coroas” podem sim ganhar com essas ferramentas? Como e onde estar presente (ou não) é algo discutido em qualquer evento de Social Media e até mesmo aqui no nosso SocialMediaCast. Portanto, dê grande importância para seus perfis ou páginas, eles representam você (ou sua empresa) para o resto do mundo.

Agradecimentos:
Marcia Ceschini, Coordenadora de Projetos Digitais na WSI Consultores, e Matheus Biasiolo, Social Media da Rebeca Come Terra que contribuíram diretamente na troca de ideias para a composição desse post.

Hello monkeys! Eis que estou de volta aqui no Galho dos Zéstagiários e olha que bacana: em plena Semana da Criança. Daí vocês devem estar se perguntando, tipo, “e daí?” Bem, me deixa explicar. É que além de me considerar uma eterna criança (todos deveriam preservar sua criança interior), sou alguém bem preocupada com o futuro e bem estar dos baixinhos (Pera! Não quero ser a Xuxa tá?! RsRsRs!).

filhote-de-macacoPor isso, resolvi destacar em meu post do mês de outubro aqui no SMC os perigos da internet para nossos pequenos grandes rapazes e moças, que estão cada vez mais conectados. E aí, que tal?! Curtiu a ideia? Vamos pensar um pouco sobre isso?!

Segundo um estudo realizado pela empresa de segurança Trend Micro, intitulado “Internet Safety for Kids & Families” (Segurança de Internet para Crianças e Famílias), aponta que as crianças brasileiras são as que acessam mais cedo às redes sociais: Enquanto a média mundial é 12 anos, em terras tupiniquins a média cai para 9 anos. O dado chama atenção também, porque está abaixo, por exemplo, da idade mínima exigida pelo Facebook para ingressar na rede do ‘Tio Mark’, que é de 13 anos.

A mesma pesquisa (que avaliou outros países como índia, Austrália, França e EUA, em 2011), afirma ainda que no Brasil 6 a cada 10 pais permitem que seus filhos tenham perfis nos sites de relacionamento. Mas não é só isso: 9 em cada 10 destes pais afirmaram serem “amigos” dos filhos nesses sites, com o objetivo de monitorá-los.

Em linhas gerais, se o Brasil sai na frente de outros países pela quantidade de crianças na rede, ele aparece também como o país em que os pais verificam os perfis de seus filhos, chegando a mais de 50% (índice bem maior que em países como o Japão, onde a média não ultrapassa os 9%). É importante lembrar que a regra dos 13 anos, é adotada por outras redes além do Facebook e está em conformidade com o Ato de Proteção à Privacidade Online Infantil, criado em 1998, nos EUA.

Mesmo sendo uma lei americana, a mesma vigora nos termos de serviço do site e vale para todo o mundo, mesmo em lugares onde a legislação permita a criação de perfis para quem é mais novo. Em outros tempos (no meu tempo, entre 2004 e 2005), o Orkut oferecia limitações mais “severas” para quem desejava ingressar na rede: Para se cadastrar na rede social mais “bombástica” da época, você tinha que ter mais de 18 anos. Claro, havia quem burlasse, colocando, por exemplo, 10 anos a mais na data de nascimento (quem nunca fez isso que atire o primeiro mouse), mas havia, mesmo que na “teoria”, essa regra básica.

A facilidade que meninos e meninas encontram hoje de se conectarem as plataformas online, em relação há muitos de nós (quando da mesma idade) pode (e é em muitos casos) gigante. Quer um exemplo? Meu primeiro celular, só conquistei ao entrar para a faculdade, em 2009 (e aos 19 anos) e seus atributos mais vantajosos eram a câmera (apesar de estar concluindo publicidade, sempre procurei agir como jornalista, pronta para registrar os acontecimentos) e o fato dele ter alguns de seus recursos acionados pelo toque na tela.

download (1)O cenário hoje é outro. As crianças tem acesso fácil a smartphones, computadores e tablets e assim, navegam na internet sem se preocupar nem com a hora nem lugar. O que preocupa é o que elas estão procurando, o que estão vendo.

Quanto a isso, segundo dados levantados entre janeiro e maio deste ano, pela Kaspersky Lab (através de sua ferramenta de Controle dos Pais) e apresentados em junho, foram registrados mais de 52 milhões de tentativas de visitas a redes sociais (31,26%) e mais de 25 milhões de tentativas de acesso a sites pornográficos e eróticos (16,83%). Em terceiro lugar, entre os destinos mais buscados entre as crianças entre os sites bloqueados, estão as lojas online, com 16,65% das tentativas, seguidas por bate-papos e fóruns (8,09%), webmail (7,39%), software ilegal (3,77%) e jogos casuais (3,19%).

No Brasil os dados são bem parecidos com a média mundial: redes sociais (22,34%), sites pornográficos (18,91%) e lojas online (16,76%).

Fato é: Se elas (as crianças) estão no Facebook (e mesmo que em alguns momentos seja chato ver em nossa timeline como um verdadeiro playground) ou em outras redes sociais e sites, o que devemos pensar sobre isso? É algo positivo ou danoso? O que fazer diante dos riscos da vida online?

Bem, como tia (e um dia mãe), acredito que além dos riscos, também devemos avaliar os benefícios (que existem claro, afinal, tudo tem seu lado bom e seu lado nem tão bom assim) de deixar nossos bambinos adentrarem no universo digital, no entanto, impondo limites e orientações, para que eles possam ter uma vida saudável tanto no ambiente on quanto off.

Como fazer isso? Através do diálogo (base de muita coisa boa na vida), da conversa em família, em discussões no ambiente escolar. Se biblicamente fala-se que “ninguém ama aquilo que não conhece”, acho que ninguém teme sem conhecer os riscos, simples assim. Uma dica válida e que eu super recomendo, é assistir a filmes como “Confiar” e “Bullyng Virtual”, que tratam sobre os riscos da internet, como pedofilia e bullyng, e depois debater sobre o tema (a sugestão tanto vale para pais quanto para professores).

Apesar daquele dado lá do início (ou meio) do post, de que as crianças brasileiras são as que acessam mais cedo às redes sociais e de que sim, os pais monitoram de alguma forma esse acesso, de qualquer forma e para fins de conhecimento, abaixo estão algumas dicas de como verificar e monitorar possíveis perigos ao deixar as crianças na internet:

20131008-002704.jpg1 – Monitorar diariamente, fazendo parte da rede de amigos dos filhos (só não exagerar na dose e causar constrangimento público, afinal, seu filho ou filha pode estar na linha tênue entre a infância e adolescência e cá pra nós, seria pagar maior mico um comentário do tipo, “olha que lindo o bebê da mamãe”);

2 – Verificar se eles usam o perfil como público, caso aconteça, deixar as informações disponíveis apenas para amigos (endereço, telefone e etc, não rola deixar aberto para todo mundo);

3 – Desconfiou de perfis com frases e atitudes suspeitas ou com conteúdo pornográfico? Não tenha duvida, denuncie (e bloqueie claro);

5 – Incentive seu filho a buscar assuntos e interesses próprios de sua idade, como comunidades de jogos e etc (tomando cuidado com a classificação e conteúdo deles);

6 – E SEMPRE mantenha conversa com suas crianças, alertando sobre os riscos que a internet oferece, como aquela velha regra de: Não saia (fale) com estranhos.

É isso aí o que essa monkey nordestina aqui tem pra vocês hoje. Não esqueçam de deixar comentário com a sua opinião ou alguma experiência vivida por vocês (quando mais novos) nas redes sociais, afinal, é sempre bom compartilhar conhecimento e pontos de vista sobre assuntos que envolvem o mundo do social media. Até mais o/