Política de Privacidade Archive

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Não. Não é o slogan clichê da tintura de cabelo que diz que você vale muito mas só mostra modelos magérrimas e Photoshopadas (aliás, isso renderá um texto por aqui em breve). Quando falamos do setor de tecnologia e redes sociais, você REALMENTE vale muito. Mas, vamos começar do começo.

serviços googleNo último dia 11, comecei a ser bombardeada por alertas em todos os serviços do Google que utilizo (e como uso tudo do Google, não foram poucos alertas) sobre a atualização dos Termos de Privacidade da empresa [Quem aí marcou e apertou “accept” sem ler, bate aqui 0//]. Resolvi ler (o que eu deveria ter feito antes de aceitar o serviço, mas…) e descobri uma alteração interessante.

Se tiver uma Conta Google, poderemos apresentar o seu nome e a sua fotografia do Perfil, assim como as ações realizadas na Google ou em aplicações de terceiros associadas à sua Conta Google (como marcações com +1, críticas escritas e comentários publicados) nos nossos Serviços, incluindo a apresentação destas informações em anúncios e outros contextos comerciais.

Traduzindo: Tudo que você comentou ou deu +1, por exemplo, poderá ser usado em e para publicidade. Calma, ainda não é a hora de voltar para o tempo das cavernas. O Facebook já faz isso há tempos nas “Histórias Patrocinadas“.

No cast desta semana (#SMC66) comentamos como seu lixo pode dizer muito sobre você. Isto porque seus hábitos de consumo indicam que produtos/serviços podem te interessar. Agora transfira isso para o mundo digital.  Se você usa o Google Buscador, ele conhece seu histórico de pesquisas de locais e termos, assim como os vídeos assistidos e canais assinados no YouTube. Se você for usuário do Android, consequentemente é usuário da Google Play o que faz com que ele também tenha o seu histórico de pesquisas (e compra) de aplicativos, filmes e livros e sabe o número do seu cartão de créditos. Se você usa o Chrome, ele sabe quais são as extensões que você pesquisou e quais usa com mais frequência, sabe também quais são seus sites favoritos. Se você usa o Gmail, ele sabe com que frequência você acessa, quem são seus destinatários “importantes”, quais são apenas campanhas de e-mkt (promoções), atualizações das suas contas sociais e quais são as assinaturas de serviços frequentes (atualizações), como as vagas de emprego, feeds por e-mail e etc.

O fato é que mesmo sendo ~uma terra de ninguém~ o Google Plus sabe mais sobre você do que seus pais, namorado(a) e amigos. Como? O G+ é o perfil unificado de todos os produtos Google. A facilidade de fazer login com um único e-mail e assim utilizar qualquer serviço faz com que você ofereça, de bom grado, tudo que uma empresa gostaria de saber sobre você. E você aí, pensando que o G+ era (só) mais um lugar pra você publicar asa fotos do fim de semana e suas frases favoritas da Clarice Lispector, né?

[Pausa dramática para se sentir um macaco bobo]

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Antes que você comece a achar que o Google é um vampiro de bytes que irá vender sua alma (e todos os seus dados) para publicidade e para o Obama (a menos que você tenha feito ou dito algo que possa deixar o Obama #chatiado) é preciso considerar alguns pontos. Não seria interessante para eles oferecerem seus dados, por um motivo simples: se a empresa tem todas as informações que precisa sobre os clientes que quer atingir ela deixa de usar os serviços de publicidade do Google (e é justamente por isso que as empresas precisam criar o próprio banco de dados de clientes/usuários, mas isso também renderá outro texto aqui, em breve). É aí que entra a grande sacada do Google: o cruzamento e uso inteligente desses dados (há quem chame isso de Web 3.0).  Para nós, usuários, oferece serviços gratuitos (ou por um valor acessível) de ótima qualidade, enquanto coleta tudo que fazemos e centraliza no seu usuário do G+; e para as empresas oferece a possibilidade de acesso a usuários interessados no seu serviço/produto.

Bom, como eu gosto de fazer vocês pensarem, escrevi isso tudo para que reflitam sobre o seguinte: no meu ponto de vista essa alteração nos Termos de Privacidade do Google representa um marco importante na história da publicidade na internet. É o momento em que a publicidade feita a partir do que você (usuário) gosta e faz, suas relações virtuais com empresas, produtos e serviços sai do “Oceano Vermelho*” da redes sociais e passa a ser unificada e ao mesmo tempo global de verdade. O mais incrivelmente bizarro é que o Google Plus já é o protagonista deste ~upgrade~ publicitário de forma silenciosa e quase imperceptível aos olhos da maioria.

Então eu pergunto: existe publicidade mais eficiente do que aquela que não parece publicidade?

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*”A Estratégia do Oceano Azul” é um livro publicado em 2005 por W. Chan Kim e Renée Mauborgne. A alegoria fala sobre como as empresas em busca de crescimento e lucro entram numa batalha sangrenta para se diferenciar da concorrência, criando um “Oceano Vermelho”. O livro mostra exemplos de empresas como a Starbucks e o Cirque du Solei que seguiram por outro caminho, o do Oceano Azul, ou seja, estratégias, modelos de negócios e mercados ainda inexplorados, onde a concorrência não existe ou é insignificante.

 

Alaina Paisan é uma jornalista, hiperativa digital que atua com social media marketing e fala LOUCAMENTE. É uma carioca que adora samba, mas também nutre uma paixão por livros de papel(!), discos e café.

 

Hello monkeys! Eis que estou de volta aqui no Galho dos Zéstagiários e olha que bacana: em plena Semana da Criança. Daí vocês devem estar se perguntando, tipo, “e daí?” Bem, me deixa explicar. É que além de me considerar uma eterna criança (todos deveriam preservar sua criança interior), sou alguém bem preocupada com o futuro e bem estar dos baixinhos (Pera! Não quero ser a Xuxa tá?! RsRsRs!).

filhote-de-macacoPor isso, resolvi destacar em meu post do mês de outubro aqui no SMC os perigos da internet para nossos pequenos grandes rapazes e moças, que estão cada vez mais conectados. E aí, que tal?! Curtiu a ideia? Vamos pensar um pouco sobre isso?!

Segundo um estudo realizado pela empresa de segurança Trend Micro, intitulado “Internet Safety for Kids & Families” (Segurança de Internet para Crianças e Famílias), aponta que as crianças brasileiras são as que acessam mais cedo às redes sociais: Enquanto a média mundial é 12 anos, em terras tupiniquins a média cai para 9 anos. O dado chama atenção também, porque está abaixo, por exemplo, da idade mínima exigida pelo Facebook para ingressar na rede do ‘Tio Mark’, que é de 13 anos.

A mesma pesquisa (que avaliou outros países como índia, Austrália, França e EUA, em 2011), afirma ainda que no Brasil 6 a cada 10 pais permitem que seus filhos tenham perfis nos sites de relacionamento. Mas não é só isso: 9 em cada 10 destes pais afirmaram serem “amigos” dos filhos nesses sites, com o objetivo de monitorá-los.

Em linhas gerais, se o Brasil sai na frente de outros países pela quantidade de crianças na rede, ele aparece também como o país em que os pais verificam os perfis de seus filhos, chegando a mais de 50% (índice bem maior que em países como o Japão, onde a média não ultrapassa os 9%). É importante lembrar que a regra dos 13 anos, é adotada por outras redes além do Facebook e está em conformidade com o Ato de Proteção à Privacidade Online Infantil, criado em 1998, nos EUA.

Mesmo sendo uma lei americana, a mesma vigora nos termos de serviço do site e vale para todo o mundo, mesmo em lugares onde a legislação permita a criação de perfis para quem é mais novo. Em outros tempos (no meu tempo, entre 2004 e 2005), o Orkut oferecia limitações mais “severas” para quem desejava ingressar na rede: Para se cadastrar na rede social mais “bombástica” da época, você tinha que ter mais de 18 anos. Claro, havia quem burlasse, colocando, por exemplo, 10 anos a mais na data de nascimento (quem nunca fez isso que atire o primeiro mouse), mas havia, mesmo que na “teoria”, essa regra básica.

A facilidade que meninos e meninas encontram hoje de se conectarem as plataformas online, em relação há muitos de nós (quando da mesma idade) pode (e é em muitos casos) gigante. Quer um exemplo? Meu primeiro celular, só conquistei ao entrar para a faculdade, em 2009 (e aos 19 anos) e seus atributos mais vantajosos eram a câmera (apesar de estar concluindo publicidade, sempre procurei agir como jornalista, pronta para registrar os acontecimentos) e o fato dele ter alguns de seus recursos acionados pelo toque na tela.

download (1)O cenário hoje é outro. As crianças tem acesso fácil a smartphones, computadores e tablets e assim, navegam na internet sem se preocupar nem com a hora nem lugar. O que preocupa é o que elas estão procurando, o que estão vendo.

Quanto a isso, segundo dados levantados entre janeiro e maio deste ano, pela Kaspersky Lab (através de sua ferramenta de Controle dos Pais) e apresentados em junho, foram registrados mais de 52 milhões de tentativas de visitas a redes sociais (31,26%) e mais de 25 milhões de tentativas de acesso a sites pornográficos e eróticos (16,83%). Em terceiro lugar, entre os destinos mais buscados entre as crianças entre os sites bloqueados, estão as lojas online, com 16,65% das tentativas, seguidas por bate-papos e fóruns (8,09%), webmail (7,39%), software ilegal (3,77%) e jogos casuais (3,19%).

No Brasil os dados são bem parecidos com a média mundial: redes sociais (22,34%), sites pornográficos (18,91%) e lojas online (16,76%).

Fato é: Se elas (as crianças) estão no Facebook (e mesmo que em alguns momentos seja chato ver em nossa timeline como um verdadeiro playground) ou em outras redes sociais e sites, o que devemos pensar sobre isso? É algo positivo ou danoso? O que fazer diante dos riscos da vida online?

Bem, como tia (e um dia mãe), acredito que além dos riscos, também devemos avaliar os benefícios (que existem claro, afinal, tudo tem seu lado bom e seu lado nem tão bom assim) de deixar nossos bambinos adentrarem no universo digital, no entanto, impondo limites e orientações, para que eles possam ter uma vida saudável tanto no ambiente on quanto off.

Como fazer isso? Através do diálogo (base de muita coisa boa na vida), da conversa em família, em discussões no ambiente escolar. Se biblicamente fala-se que “ninguém ama aquilo que não conhece”, acho que ninguém teme sem conhecer os riscos, simples assim. Uma dica válida e que eu super recomendo, é assistir a filmes como “Confiar” e “Bullyng Virtual”, que tratam sobre os riscos da internet, como pedofilia e bullyng, e depois debater sobre o tema (a sugestão tanto vale para pais quanto para professores).

Apesar daquele dado lá do início (ou meio) do post, de que as crianças brasileiras são as que acessam mais cedo às redes sociais e de que sim, os pais monitoram de alguma forma esse acesso, de qualquer forma e para fins de conhecimento, abaixo estão algumas dicas de como verificar e monitorar possíveis perigos ao deixar as crianças na internet:

20131008-002704.jpg1 – Monitorar diariamente, fazendo parte da rede de amigos dos filhos (só não exagerar na dose e causar constrangimento público, afinal, seu filho ou filha pode estar na linha tênue entre a infância e adolescência e cá pra nós, seria pagar maior mico um comentário do tipo, “olha que lindo o bebê da mamãe”);

2 – Verificar se eles usam o perfil como público, caso aconteça, deixar as informações disponíveis apenas para amigos (endereço, telefone e etc, não rola deixar aberto para todo mundo);

3 – Desconfiou de perfis com frases e atitudes suspeitas ou com conteúdo pornográfico? Não tenha duvida, denuncie (e bloqueie claro);

5 – Incentive seu filho a buscar assuntos e interesses próprios de sua idade, como comunidades de jogos e etc (tomando cuidado com a classificação e conteúdo deles);

6 – E SEMPRE mantenha conversa com suas crianças, alertando sobre os riscos que a internet oferece, como aquela velha regra de: Não saia (fale) com estranhos.

É isso aí o que essa monkey nordestina aqui tem pra vocês hoje. Não esqueçam de deixar comentário com a sua opinião ou alguma experiência vivida por vocês (quando mais novos) nas redes sociais, afinal, é sempre bom compartilhar conhecimento e pontos de vista sobre assuntos que envolvem o mundo do social media. Até mais o/