Pelo direito de ser cafona

O seu podcast sobre Marketing Digital

Pelo direito de ser cafona

25/09/2013 Z?Ditorial 0

Lembra quando o e-mule era um sucesso (sim, eu usava o e-mule para baixar m?sicas, me julguem!)? Lembram quando o magn?nimo Steve Jobs sambou na cara das gravadoras com o lan?amento da iTunes com m?sicas por $ 1? Gente, l? se v?o DEZ ANOS!!!! CD se tornou item de colecionador, tal qual o tioz?o de vinil. (Abro um par?ntesis para dizer que eu ainda prefiro o vinil principalmente por aquela estaladinha que s?o quase um teletransporte para as d?cadas passadas; experimente ouvir um disco de Elvis, Janis Joplin, Cartola, Bezerra da Silva e tantos outros em uma vitrola. *.* )

Coisas velhas, mas que j? foram muito comuns na m?sica: E-Mule, Vitrola e gente que recebe Disco de Ouro no Faust?o.

Coisas velhas, mas que j? foram muito comuns na m?sica: E-Mule, Vitrola e gente que recebe Disco de Ouro no Faust?o.

H? pouqu?ssimo tempo atr?s eu vi, com esses olhos que a terra h? de deletar, o Faust?o entregando um daqueles ?discos de ouro? aprisionados em um quadro gritando ?40 MIL C?PIAS VENDIDAS!? para uma dessas duplas sertanejas. Raridade de se ver hoje em dia. Antes, o disco de Ouro equivalia a venda de 100 mil CDs, esse n?mero foi reduzido ? metade em 2004 – um ano ap?s o lan?amento da iTunes – e enfim para 40 mil em 2010. A ind?stria fonogr?fica teve muita dificuldade para se entender com o mercado digital e por muito tempo ‘for?ou’ a venda de CDs, seja disponibilizando somente algumas m?sicas em vers?o digital, seja lan?ando primeiro a vers?o ‘f?sica’ do ?lbum e somente depois nas lojas virtuais. A ind?stria editorial teve um pouco mais de tempo para sentir o terreno; o primeiro livro digital foi publicado em 1994, mas o que viabilizou (e popularizou) os e-books foram o Kindle (lan?ado em 2007) e o iPad (s? em 2010).

Alternativa?? a palavra-chave desse texto.

Voc?s j? devem ter percebido que eu sou daquela vertente ~cafona~ que prefere ?meus discos e livros e nada mais?. Parece que n?o sou a ?nica. H? algumas semanas estive na Bienal do Livro do Rio e confesso que me surpreendi (positivamente). Dos aproximados 660 mil visitantes da feira, 51% tinham entre 15 e 29 anos. Foram vendidos 3,5 milh?es de livros. Sim, livros de papel, uma m?dia de seis exemplares por visitante (algu?m saiu de l? sem nada, porque s? eu comprei 12!).

Alternativa?? a palavra-chave desse texto.

Mas o que eu achei interessante n?o foram os n?meros e sim a presen?a dos stands ?digitais?. A Amazon vendendo Kindles em at? 12x nos cart?es, a Google Play com um a ?Pra?a Google Play?, visivelmente pensada para o p?blico infanto-juvenil, disponibilizando acesso ao material da loja em tablets e smartphones e a Estante Virtual (que ? a mais ?bvia) com um desafio: encontrar um livro que n?o estivesse ? venda no site. A segunda coisa que me chamou a aten??o foi a postura das editoras/lojas ?n?o digitais? do evento. Todas por onde passei (e n?o foram poucas) se mostravam muito a vontade com o digital, seja proporcionando uma op??o de convers?o online, seja oferecendo descontos para compra nos sites, seja disponibilizando o cat?logo de e-books em totens, todas encontraram nos digital?uma alternativa de neg?cio.

A Bienal, apesar de ser do Livro, agregou de tudo um pouco. Na imagem: Lob?o no stand do Submarino; Pra?a Google Play; Stand de papel?o; Assassins Creed em est?tua e p?ginas; "Arvore de conex?o" na Pra?a Google Play; Pessoas "cafonas" que compram livros de papel.

A Bienal, apesar de ser do Livro, agregou de tudo um pouco. Na imagem: Lob?o no stand do Submarino; Pra?a Google Play; Stand de papel?o; Assassins Creed em est?tua e p?ginas; “Arvore de conex?o” na Pra?a Google Play; Pessoas “cafonas” que compram livros de papel.

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Vou ser repetitiva em dizer mais uma vez que a tecnologia ? que serve ?s pessoas e n?o o contr?rio. Existe uma press?o em tornar tudo meio ?fam?lia Jetson?, tudo touch, tudo eletr?nico. Como aquele carro que stalqueia suas redes sociais e fica falando todas as atualiza??es e aquela geladeira que publica no Facebook. WTF?! At? o abra?o foi digitalizado!!! Lembram da cadeira do Outback que d? abra?o no aniversariante? Pode parecer #mimimi, mas odiei a ideia.

E fiz todo esse discurso para encerrar dizendo que voc? precisa pensar nessa hip?tese. Pensar na possibilidade de alguns (ou muitos) dos seus clientes/usu?rios prefiram ter a op??o. Pensar que aplicativo n?o ? a solu??o de tudo na vida. Pensar que nem sempre o meio ? a mensagem. Pensar que a tecnologia muda, a hist?ria fica. Pensar que seu cliente ? mais que uma telinha do outro lado, ele tem pernas, bra?os, c?rebro e nada disso est? plugado na tomada. Pensar diferente da modinha.

N?o, eu n?o quero ter 10.000 livros no iPad, tablet, Kindle ou equivalente. E eu agrade?o ? ind?stria editorial por entender que alguns h?bitos n?o se digitalizam, por me permitir ter a op??o de ser careta, cafona, mainstream, brega (whatever) e escolher livros de papel, afinal de contas ainda n?o inventaram um e-book com aquele cheiro gostoso de livro novo, nem aquele gesto de passar o dedo na l?ngua antes de virar a p?gina.

Lembram-se qual ? a palavra-chave desse texto? 😉

 

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